|
amanhã, se eu conseguir acordar antes das 11h, eu posto o fim da história.
Escrito por Feio, Sujo e Malvado às
7:34 PM(tive que fugir, ninguém se prontificou a pagar meu resgate.) | Pedido de resgate.
Escrito por Feio, Sujo e Malvado às
11:48 PMFui sequestrado. Enviem um fichamento, duas resenhas, resumo de oito apostilas para a minha faculdade ou nunca mais me verão vivo. Eles estão falando sério. | Mau Humor Diário inacreditavelmente atualizado!
Escrito por Feio, Sujo e Malvado às
9:58 AM| O Banho de Pitoco III. Parte Um.
Escrito por Feio, Sujo e Malvado às
6:52 PMSábado, cerca de 9:00 da manhã: -Rápido, Vovô Malvado, quebra logo este vidro! -Não deixe ele atacar seus genitais, Pavel! Sábado, meia hora antes: -Vovô Malvado, minha mãe me deu este dinheiro e me mandou levar Pitoco III na loja de animais tomar um banho. Tive uma idéia. Vamos tirar na sorte quem vai dar um banho no Pitoco e rachamos o dinheiro, que tal? -Mas como se dá banho num gato, Pavel? -Ah, deve ser fácil. Quem perder, toma banho com o gato e aproveita e lava ele com xampu. O importante é ele ficar cheiroso, para não desconfiarem que foi a gente quem deu banho nele. -Certo Pavel. Eu escolho ímpar. -Par. Um... Dois... E... Já! -Perdeu, Pavel. E foi assim que me vi pelado e encurralado por um gato enfurecido pela água num banheiro minúsculo. E também foi assim que fui salvo por Vovô Malvado, que quebrou a janela do banheiro com uma pedra e me puxou pelado para fora. E foi assim que a vizinha me viu sendo puxado pelado e arranhado por um gato para o quintal e fez o sinal da cruz batendo a janela. Só falta ela contar pra minha mãe. Sábado, 9:30: Jogamos uma caixa de papelão sobre Pitoco III enfurecido e a amarramos bem com barbante. Abri alguns furos na caixa para Pitoco poder respirar, apesar de Vovô Malvado achar que não era necessário: "Já andei com um cara no porta-malas do carro um dia inteiro e ele não morreu". Na clínica passamos vergonha. Todo mundo levava seus animais numas gaiolas próprias para isso. Alguns olharam feio e ouvi "covardes" sussurrado por alguém. Fomos atendidos rápido, graças ao Vovô Malvado que furou a fila na maior cara de pau. Como todo mundo ficou constrangidode impedir, entramos rápido. A mulher olhou pra caixa, olhou pra mim, olhou de novo para a caixa, olhou para Vovô Malvado e perguntou: -O quê é isto? -Pitoco III. Veio tomar banho. -Fssssss! Óoooohuuurrrrr! Fssssss! -Mas ele parece agitado! -É que tentei dar um banho de chuveiro nele. -Você foi bem imprudente. -Eu salvei Pavel, puxando ele pelado pela janela do banheiro! -Vovô Malvado, não precisa entrar em detalhes. -Primeiro vamos colocar ele na banheira relaxante, para ele se acalmar. "Vem, Pitoco, não precisa ficar bravo, vem gatinho... Olha só, você tem uma companheira! Calma... Calma..." O maldito só arranha a mim. A lavadeira de gatos colocou Pitoco III numa banheirinha borbulhante a dez reais a hora. Um dia peço pra minha mãe me pagar uma hora nessa banheirinha também. Parece ser revigorante. Na banheirinha do lado tinha uma outra gata muito mais peluda, branca e de raça que o Pitoco. Na verdade acho que Pitoco III inteiro não valia dez paus no mercado, quanto mais um banho de dez reais. Vovô Malvado quebrou um negócio que não consegui perceber o que era e escondeu debaixo de uma toalha antes que a lavadeira de gatos percebesse. Fomos para a sala de espera e pegamos algumas revistas para passar o tempo. Vovô Malvado achou que os resumos da semana das novelas eram notícia de verdade. Tive que explicar pra ele. Até hoje não sei se Vovô Malvado é assim mesmo ou se é de propósito. De repente ouço um mar de cochichos que para de repente, então entra na sala de espera, devidamente paparicado pela lavadeira de gatos e pela dona da loja, Ferdinando Baretta, o "Capo di Tutti Capi" do crime na cidade. Lança um olhar pela sala de espera e entra com as duas na sala das banheirinhas. Aí começa a gritar: -Essa maldita bola de pêlos vira-latas e pulguenta está cruzando com a minha Tiquinha? Aposto que ele está falando do Pitoco. [Continua...] | O Lobisomem. Final.
Escrito por Feio, Sujo e Malvado às
7:26 PMNo salão. José Pedro entra sem camisa no salão da prima e é expulso de lá. A prima dele vem até a porta, xinga ele algumas vezes, manda ele se abaixar e dá um tapa na nuca dele. Só aí começam a conversar. -Ô Mariângela, meu amigo aqui precisa se depilar. -Você está bêbado de novo? -Não, tava jogando futebol. E então, vai deixar ele se depilar ou não? Estava juntando gente na rua pra assistir ao trio estranho. -Ela já foi. Estou fazendo a última escova antes de fechar. Vai ficar pra segunda. Nos sentamos, desolados, no capô amassado do Lada. Foi então que José Pedro teve uma idéia: -E se a gente raspar os pelos dele com um barbeador? Voltamos à casa de José Pedro e esperamos na oficina. Ele voltou com um pode com água e sabão, dois barbeadores descartáveis e um espelho com moldura laranja. Não deram nem pra costeleta e ficaram cegos. -Quanto dinheiro vocês têm? - Perguntou José Pedro. -Alguma coisa, por quê? -Tem um Supermercado 24 horas aqui perto, vamos comprar todo o estoque de barbeadores e espuma de barbear deles. E novamente o valente Lada parte em busca de um supermercado, com um gringo vestindo camisa florida, um saci de um metro e 90 e um lobisomem que copularia até com uma caixa de correio. No supermercado. José Pedro, Vovô Malvado e eu fomos acompanhados o tempo todo de perto por um segurança do supermercado, intrigado com o nosso estranho grupo. Enchemos uma cesta com creme de barbear e barbeadores descartáveis e fomos para a fila do caixa. Um maldito pirralho puxava e levantava meu sobretudo o tempo todo. Já tinha descoberto minhas canelas peludas e tentava mostrar pra mãe. Finalmente chegou nossa vez, despejamos a cesta na esteira. A caixa era uma rechonchudinha simpática, de uns 27 anos. José Pedro sussurrou no meu ouvido que ela era tarada. Será? -Isso tudo é pra você? Nossa, olha esta barba! E estas mãos! (desabotoa um botão da blusa e abre o decote) Você é bem peludo, não? Eu tenho uma queda por homens peludos, sabe? Sim, ela era. Enquanto eu jogava todo o meu charme canino pra cima dela, o maldito moleque enrosca a ponta do meu sobretudo na esteira do caixa e aquela droga vai puxando, puxando, puxando até que sou obrigado a tirar o casaco para não sumir dentro do caixa. -Olha mãe! Um lobisomem! Gritaria geral. "Chamem a polícia!" "Nossa, quanto pelo" "Corram!" "Ai, meu Deus, quanto pelo!" "Alguém segure este monstro!" "Não vou resistir a tanto pelo" "Vou bater nele com uma garrafa de azeite!" "Rápido, vem comigo agora!" A caixa me puxou pela mão, pulei o caixa e corremos para uma portinha nos fundos do supermercado. Derrubei durante a fuga uma pilha de latas de milho. Sempre quis fazer isto. A portinha era de um banheiro, nos entrincheiramos lá dentro e eu perguntei pra ela, enquanto trancava a porta: -E agora, como vamos fugir? -Quem falou em fugir? Ela já tinha tirado a blusa. Aiaiai... -Moça... peraí, precisamos fugir, vão me matar! -Eu é que vou te matar, e vai ser agora! Pulou no meu pescoço e me beijou. -Rápido, abre meu sutiã! Batidas na porta. Estavam tentando arrombar. Alguns passos. Conversa. "Abra, é a polícia!" Puta merda. "Vou atirar na fechadura!" A caixa tarada me solta e acende a luz do banheiro. "Aquela janela dá pra onde?" "Pro estacionamento, pule, minha moto está lá atrás". Pulamos a janela e assim que chegamos no estacionamento, a minha companheira de fuga descobriu que estava só de sutiã, quis voltar, mas os tiros na porta nos fizeram correr de novo. "Ali!" ela apontou para o fim do estacionamento, onde estava uma CBR 600. Nossa, agora a gente ia fugir de verdade. Eu já estava montado na moto quando ela chegou toda suada "O que está fazendo aí? A minha é esta aqui." Uma mobilete que estava atrás da CBR. Isso só acontece comigo. -Como é que liga isso aqui? -Pedala! E aperta esse negocinho aqui! -Qual? -Este! Eles já pularam a janela, rápido! A mobilete ligou e partimos como loucos pelo estacionamento, um lobisomem e uma caixa de supermercado de sutiã. Eta nóis. Durante a fuga, avancei na frente de um carro, que pra desviar de mim, acertou em cheio a lateral do Lada do Vovô Malvado, que estava saindo de fininho do supermercado. Deu pra ver a cara de desolação dele. José Pedro abriu um sorriso de orelha a orelha. Aquilo era lanternagem pra mais de mês. Fomos até a casa dela, mas a polícia seguiu facilmente a fumaça da mobilete. Entramos correndo e trancamos todas as portas, ela me puxou até a cozinha, onde colocou uma enorme panela no fogo e desembestou a jogar coisa lá dentro. -O que você está fazendo? -Cera de depilar. Você precisa mudar de cara ou a polícia mata você. Dava pra ouvir as sirenes da polícia na rua. Pra achar a casa ia demorar pouco. -Está pronta, tira a roupa. -Tem certeza que é necessário? Gritos lá fora: "Ele entrou aqui" "Estava com uma refém" -Ta legal, pode passar este troço em mim. Em poucos minutos, eu estava coberto de uma gosma com cheiro doce. Ela achou melhor aplicar no corpo todo de uma vez, por que, segundo ela, ficava mais fácil tirar depois. Eu acho que ela estava era tirando uma casquinha em mim. Assim que secou ela disse: -Se prepara que eu vou puxar! -Dói muito? -Só um pouquinho. Deixa de ser fresco, mulher faz isso toda hora e não morre. -Tá. Ela puxou das costas. Uivei. A dor é como a de mil chutes no meio das pernas. Mulher é um bicho muito corajoso mesmo. A polícia decidiu arrombar o portão da garagem quando ouviu meu primeiro uivo, e a doida ia puxando pedaço por pedaço. Eles já estavam arrombando a porta da sala. "Só falta no meio das pernas agora, coragem!" "Não, deixa aí, já ta bom!" "Fecha os olhos!" "HUUUUHHHHHH!" Eu estava no chão, pelado e liso como uma lagartixa. Todo vermelho. A filha da mãe arrancou até minhas sobrancelhas. Eu tinha conseguido vestir minha bermuda quando a policia entrou, armas apontadas. Gritamos "Ele fugiu por ali!" e apontamos para o quintal e os policiais marcharam porta a fora, gritando. A volta pra casa. Agora que eu estava sem pelos e sem sobretudo, o tempo virou e a noite estava bem fria. Minha cabeça parecia um ovo e eu estava tiritando de frio. Foi uma longa caminhada até em casa, descalço, todo mundo mexendo comigo na rua. Vovô malvado tinha acabado de chegar com José Pedro, que riu bastante quando me viu. Mas riu muito mesmo. Deixou Vovô Malvado em frente ao nosso portão e saiu rindo, no Lada destruído. Vovô Malvado estava tão puto que nem riu. Minha mãe também não. Ficou sem conversar comigo de novo e chorou no telefone com uma amiga dela. Consegui ouvir as palavras "Se depilando" e "Metrossexual". Consegui a incrível façanha de ficar com o filme queimado até em casa. Fim. | O Lobisomem. Parte espero-que-seja-a-última.
Escrito por Feio, Sujo e Malvado às
8:28 PMEle estava lá no quintal, de costas para mim. De vez em quando eu ouvia um Fliiiip e um pombo caía da árvore. Quando cheguei mais perto, ele estava com a sua pistola Takarov e um silenciador, matando os pombos na árvore. E se ele se assusta e me mata sem querer? Afinal eu estava um legítimo lobisomem. -Vovô Malvado, não se assuste, sou eu. -Ah, Pavel, é você? Nossa, você precisa fazer a barba. O bom do Vovô Malvado é que com todos aqueles anos de KGB ele não se assutava com mais nada. -O que você está fazendo? -Acabando com esses pombos. Eles cagam meu carro todo. -Minha mãe já viu você com esta pistola, atirando aqui no quintal? -Não ela saiu. -Só faça isso quando ela não estiver aqui, ta bom? Já temos problemas que bastam. -Certo. -Escute, preciso de sua ajuda. Lembra do Jürgen? -Aquele que você trabalha pra ele testando coisas? -É. Pois então, foi um remédio que ele me mandou testar que me deixou assim. -Quer que eu suma com ele pra você? -Não! Você precisa parar com esta mania de achar que problemas se resolvem matando pessoas e pombos. -Certo, Pavel, vou tentar. Mas que é um meio rápido e eficiente, você não pode negar. -Preciso de sua ajuda. Conhece alguém que possa resolver isto? -Que tal uma depiladora? Raios, como não pensei nisto? -Vovô Malvado, você é um gênio! Vamos no seu carro, não posso sair na rua assim. -Está lanternando. -O quê? -Está lanternando. Aquela maldita rena do Papai Noel que vocês amarraram no meu carro amassou todo o capô. -E agora? -Vamos a pé até a oficina. Já deve estar fechada mas o dono é meu amigo. Eu te empresto um sobretudo pra você esconder esta peleira toda. Saímos os dois, ele com uma roupa bem levinha de verão e eu com um sobretudo da época da KGB fedendo a naftalina. Ê calor. Na oficina. Ja estava fechada. Vovô Malvado bateu como um retardado no portão de aço e a rua inteira ouviu. Uma mulher veio atender: -Ah, é você? Seu carro ainda não está pronto. E o Zé Pedro ainda não chegou. -Podemos esperar? -Entrem. A oficina ficava na frente e a casa deles no fundo. Preferimos ficar na oficina, que estava meio escura, com medo de que ela percebesse que sou um enorme tufo de pelos. -Seu amigo está com febre, alemão? Por que ele está com este casaco pesado? -Sim, ele está com febre e eu sou russo e não alemão. José Pedro ainda demora? -Parece que é ele lá no portão. Um caminhão parou na porta, tinha um monte de gente na carroceria, estavam voltando de uma pelada e parece que eles ganharam, já que estava fazendo uma barulheira dos diabos. Um dos barulhentos pulou da carroceria, pulou uma poça, pulou um cocô de cachorro que estava na calçada e veio pulando até onde estávamos. O cara tinha uma perna só. Era um negão de um metro e noventa de altura, com short vermelho de futebol, sem camisa. Maravilha, agora temos um Lobisomem e um Saci. Vovô Malvado falou com ele. -José Pedro, como vai? -Bem, alemão. Seu carro ainda não está pronto. -Eu sei. Como você joga futebol com uma perna só? -Você usa quantas pernas pra chutar uma bola? -Uma. -Então. O que você quer? -Preciso do meu carro. -Falta passar massa. -Não tem problema. Preciso levar meu sobrinho Pavel a uma depiladora, ele está cheio de pelos. -Isso não é coisa de fresco? Vovô Malvado abriu meu sobretudo. José Pedro soltou um assobio. -Tenho uma prima que tem um salão de beleza. Tem uma depiladora lá. Mas acho que ela vai te cobrar mais caro, Tufinho. -Tufinho é a p... Vovô Malvado me interrompeu. -Certo, José Pedro. Vamos tirar o meu carro e você nos leva lá. -Certo. Um Saci de um metro e noventa, um Lobisomem com tensão sexual e um ex agente da KGB num Lada amassado partem a procura de um salão de beleza. Às vezes a vida é engraçada. [A próxima parte é a última.] | O Lobisomem. Parte perdi a conta. Quatro.
Escrito por Feio, Sujo e Malvado às
8:39 PMEu já tinha pelos por todo o corpo, a roupa estava apertando, tudo pinicava, que saco. Tirei a roupa toda e arranjei uma bermuda velha, cortada de uma calça e fiquei parecendo lobisomem de filme dos anos oitenta. Que legal. Legal nada, o tal efeito colateral começou a fazer efeito. Que fazer nessa situação? Ligar pro Jürgen. -Jürgen, deu errado o negócio aqui? -Por que? Você tomou a pílula direitinho de manhã? -Como assim, de manhã? Tomei de meia em meia hora. -Cara, você é doido. -Agora já era. Estou coberto de pelos no corpo todo. Ah, Jürgen, você tem irmã? Prima? Tia? -Êh, sem essa, cara. Já vi que o efeito Potência funciona. Vamos incluir na embalagem, em cores vivas. -Jürgen, preciso te contar um segredo agora. -Fala. -Eu vejo gato morto. -Como assim? Gatos mortos, em caixões? -Não, andando por aí, no meio de nós. Não sabem que estão mortos. -Icha, esse efeito colateral não conhecíamos. Faz o seguinte, para de tomar o remédio... -Ah, já acabaram todas as cápsulas mesmo. -Nossa, você tomou sessenta? -É. -Faz o seguinte, fica quietinho aí, não dê atenção aos gatos, são frutos da sua imaginação e tenta não copular com ninguém nem com nada. -Como assim com nada? -Depois de sessenta cápsulas, meu amigo, você copularia até com uma máquina de lavar. -E o que mais? -O resto se resolve sozinho. -Tem certeza? -Claro. Vai por mim que vai dar certo. Agora preciso ir, as meninas chegaram. -Meninas? Que meninas, Jürgen? Espera aí, ainda não terminei... -[tutututututu] O jeito agora é pedir ajuda pro Vovô Malvado. (Um arrepio percorreu minha espinha). [Continua...] | |
Cartas
feiomalvado@gmail.comFSeM no Orkut
Discoteca
Mau Humor Diário Liquidação
Sites
![]() |